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Resumo em 10 segundos

A inflação dos EUA não foi boa, mas também não assustou além do previsto — e o cripto virou o jogo. 📈🧵

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Ethereum disparou 8,3% e o Bitcoin voltou aos US$ 79 mil nesta sexta-feira. 📈🧵 O curioso? A inflação dos EUA reforçou a chance de juros mais altos — algo que normalmente derruba cripto.

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Logo após o CPI, o BTC escorregou para perto de US$ 76.700. Parecia o roteiro clássico: inflação resistente, Fed mais duro, ativos de risco em queda. Mas a virada veio rápido.

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Às 11h30, o Bitcoin já era negociado a US$ 79.109, alta de 2,8% no dia. O Ethereum assumiu o protagonismo: US$ 2.612, com ganho de 8,3% em 24 horas.

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O CPI subiu 0,4% em agosto e ficou em 3,4% em 12 meses, exatamente como o mercado esperava. Já o núcleo avançou 0,3% no mês, acima da projeção — mas desacelerou para 2,4% no ano, menor nível desde 2021.

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Em outras palavras: a inflação ainda incomoda e uma alta de juros segue no radar. Após o relatório, as apostas em elevação pelo Fed na próxima reunião chegaram a cerca de 82%. Só que não houve a temida surpresa negativa.

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Dias antes, emprego forte, petróleo caro e falas duras do Fed já haviam pressionado bolsas e criptos. Quando o dado confirmou o risco sem piorar o cenário, investidores aplicaram uma velha máxima: “vender o boato, comprar o fato”.

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A alta também acompanhou S&P 500 e Nasdaq, enquanto os juros dos Treasuries recuaram levemente. Mas o petróleo continua no roteiro: combustíveis caros podem reacender a inflação e testar esse otimismo.

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O salto do ETH e a recuperação do BTC mostram como cripto reage menos ao dado isolado e mais à distância entre medo e realidade. Em mercados guiados por expectativa, não basta saber a notícia: é preciso entender o que já estava no preço.

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