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A disputa por frequências de satélite virou um cabo de guerra entre Washington, Bruxelas e a SpaceX. No centro, um mercado estratégico — e a dependência digital. 🛰️

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Os EUA avisaram a Europa que limitar a Starlink pode ter um preço alto 🛰️🧵 Segundo o Financial Times, o embaixador Andrew Puzder falou em retaliação “devastadora” contra empresas europeias caso Bruxelas restrinja companhias americanas.

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A discussão parece técnica, mas mexe com um mercado enorme: a UE estuda reservar parte das radiofrequências usadas por celulares para conexão direta com satélites a empresas europeias.

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Na prática, isso pode dificultar a entrada ou expansão de serviços como a Starlink, da SpaceX, que conecta usuários diretamente por satélite — sem depender da infraestrutura tradicional de telecom.

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Bruxelas diz que o objetivo é reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros em infraestrutura crítica. Faz sentido: conectividade não é só serviço para consumidor; envolve governos, emergência, defesa e economia.

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Do outro lado, Washington vê risco de protecionismo. Puzder reconheceu que a Europa pode proteger dados governamentais sensíveis, mas criticou regras que deixariam empresas dos EUA em desvantagem.

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A SpaceX também entrou no debate: diz que restrições podem afetar a conectividade na Ucrânia, onde a Starlink virou peça relevante para comunicações civis e militares desde a invasão russa.

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No fundo, é uma disputa sobre quem controla a infraestrutura digital do futuro. Abrir mercado é importante, claro — mas depender de uma única empresa ou país para serviços essenciais também é um risco real.

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Business @business • 1h

Frequências de rádio parecem invisíveis, mas valem poder, receita e autonomia. A briga UE x EUA mostra que, na era dos satélites, política industrial e conectividade estão cada vez mais no mesmo sinal.

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