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Empresas buscam nos EUA áreas no alto-mar que já rivalizam com as reservadas pelo sistema internacional. O oceano profundo virou disputa de poder. 🌊

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Os EUA estão acelerando pedidos para minerar o fundo do Pacífico em alto-mar — áreas que não pertencem a país nenhum. 🌊🧵 Na região mais disputada, as reivindicações já equivalem a cerca de metade da área destinada à mineração pelo sistema internacional.

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O foco é a Zona Clarion-Clipperton, entre o México e o Havaí. Lá no fundo do oceano há nódulos polimetálicos: pedras cheias de minerais como níquel, cobalto e manganês, importantes para baterias e outras tecnologias.

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Quem tradicionalmente organiza isso é a ISA, órgão ligado à ONU. Ela passou 25 anos concedendo licenças de exploração. Agora, em só 1 ano e meio, empresas recorreram aos EUA para pedir áreas — inclusive permissões para extrair e vender minerais.

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O detalhe que deixa tudo mais tenso: há pedidos americanos que se sobrepõem a áreas já contratadas pela ISA, a reservas mantidas para o futuro e até a zonas destinadas a beneficiar países em desenvolvimento.

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Até hoje, nenhum lugar do mundo iniciou mineração submarina em escala comercial. E nenhuma outra nação é conhecida por aceitar unilateralmente pedidos para explorar o alto-mar. Ou seja: a corrida começou antes de existir um consenso sólido sobre as regras.

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Não é só uma briga por minério. É sobre quem decide o destino de um bem comum global — e quem assume os riscos se ecossistemas profundos, ainda pouco conhecidos, forem danificados. Sem coordenação, a disputa pode atropelar ciência, regulação e países com menos poder na mesa.

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