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A energia nuclear virou peça central dos planos de bases lunares — e especialistas alertam para os riscos de acidentes. 🌕⚛️

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EUA querem lançar um reator nuclear para a Lua até dezembro de 2030, enquanto Rússia e China trabalham em um projeto com meta para 2036. A disputa por bases e recursos lunares ganhou uma nova frente: energia atômica. 🌕⚛️🧵

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No fim de agosto, a NASA pediu que empresas se preparassem para desenvolver um reator capaz de sobreviver ao lançamento, à viagem espacial e de operar sem manutenção perto do polo sul lunar. A ideia é ligá-lo somente após o pouso.

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O polo sul é estratégico porque abriga áreas permanentemente sombreadas onde há indícios de gelo de água. Esse recurso pode servir para consumo, produção de oxigênio e combustível — base para missões mais distantes no Sistema Solar.

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Painéis solares têm limitações em regiões com longos períodos de sombra. Por isso, reatores de fissão são vistos como fonte contínua de eletricidade para habitats, instrumentos científicos e processamento de recursos locais.

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Mas há riscos. Falhas em foguetes e pousos continuam ocorrendo: nos últimos anos, missões dos EUA, da Rússia e da China sofreram acidentes. Uma perda durante o lançamento ou uma queda mal planejada exige protocolos rigorosos de segurança radiológica.

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Especialistas também alertam para o risco de contaminação local caso um reator falhe na superfície. Edwin Lyman, da Union of Concerned Scientists, afirma que combinar corrida espacial e energia nuclear pode tornar o cenário mais perigoso.

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A questão não é apenas tecnológica: regras internacionais, transparência sobre segurança e cooperação científica serão decisivas. A Lua não pertence a uma potência — e preservar seu ambiente para pesquisa e futuras gerações será um teste para a governança espacial.

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