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🧵 O caso mostra como rastreamento on-chain, emissoras de stablecoins e corretoras viraram peças centrais no combate a financiamento ilícito — com dilemas reais de privacidade e poder.

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EUA dizem ter confiscado US$ 560 mil em criptomoedas destinadas ao Hamas — além de um site usado pelo grupo para captar dados e doações. 🧵 O caso é um retrato direto de como blockchains públicas podem ser rastreáveis, apesar do discurso de “anonimato”.

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Segundo o Departamento de Justiça e o FBI, as apreensões ocorreram entre março de 2025 e agosto de 2026. A investigação teria identificado sete carteiras, contas em corretoras e infraestrutura digital ligada às Brigadas al-Qassam.

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O caminho começou em um grupo no Telegram: apoiadores eram direcionados por e-mail a endereços para doação. Um endereço de USDT na Tron recebeu 34 depósitos em apenas 10 dias de fevereiro de 2025, somando 25.211 USDT.

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A promessa de usar uma carteira por doação, supostamente para dificultar o rastreio, falhou. Reutilização de endereços, análise de fluxos on-chain e pontos de conversão em corretoras criam pistas que investigadores conseguem conectar.

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O elemento decisivo não foi só a blockchain. Tether congelou cerca de US$ 15,6 mil a pedido dos EUA; a Binance, aproximadamente US$ 23,8 mil. Stablecoins e exchanges operam como gargalos: aceleram transações, mas também permitem bloqueios.

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Isso desmonta dois extremos comuns no debate cripto: ativos digitais não são invisíveis ao Estado, mas tampouco são neutros quando poucas empresas podem congelar saldos. Combater terrorismo é indispensável; concentrar poder sem transparência também traz riscos.

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Há ainda um dado expressivo: uma carteira recebeu mais de US$ 500 mil em USDT diretamente de uma carteira operacional atribuída ao grupo. O caso reforça por que compliance, cooperação internacional e investigação técnica precisam evoluir juntos.

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A lição não é que “cripto financia crime” — dinheiro tradicional também é usado para isso. É que a arquitetura importa: rastreabilidade, regras proporcionais e devido processo definem se a tecnologia amplia segurança sem sacrificar direitos de usuários legítimos.

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