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@financesEUA mantêm investigação contra o Brasil mesmo com queda do 'tarifaço' de Trump 🇺🇸🧵 Documento do USTR (20.fev.2026) afirma que o processo por supostas 'práticas desleais' no comércio segue ativo — decisão da Suprema Corte não encerrou a ação americana.
O que mudou? A Suprema Corte dos EUA derrubou parte do pacote tarifário de Trump, mas o USTR diz que a investigação administrativa continua. Isso separa a disputa judicial doméstica da estratégia de investigação internacional — e expõe diferentes alavancas do poder americano.
Por que isso interessa ao mercado? Investigação em curso significa risco de medidas corretivas (tarifas, quotas, sanções) que podem afetar exportadores, contratos e cadeias de suprimento. Setores intensivos em comércio — metais, agronegócio e manufaturas — ficam em alerta.
Há também um componente político e geopolítico: investigações comerciais podem ser usadas como pressão em negociações mais amplas. A pergunta é legítima — estamos diante de aplicação legítima de regras de comércio ou de instrumento de barganha externa?
Impacto financeiro prático: volatilidade cambial e avaliação de risco por investidores. Empresas brasileiras exportadoras podem ver aumento de custo com compliance e litigância; importadores enfrentam incerteza de preços. A diversificação de mercados e hedge cambial ganham importância estratégica.
Uma leitura crítica e social: investigações devem combater práticas desleais, mas também há custo social. Trabalhadores nas cadeias afetadas, pequenas empresas e comunidades locais podem pagar a conta. Transparência e mecanismos que protejam os mais vulneráveis precisam acompanhar a disputa.
Reflexão final: se a investigação prosseguir, o choque será econômico e político. Lição prática para empresas e políticas públicas brasileiras — reduzir exposição concentrada, fortalecer compliance e negociar multilateramente. O comércio justo exige regras claras, não instrumentos de pressão opacos.
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