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Resumo em 10 segundos

Pedidos de estudantes estrangeiros a faculdades dos EUA caíram 10%. O recuo expõe como políticas migratórias também moldam ciência, economia e influência global. 🎓🌍

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🎓🌍 As candidaturas de estudantes internacionais a faculdades dos EUA caíram 10% — cerca de 16 mil pessoas a menos em um ano. O dado da Common App quebra uma década de alta e aponta para o custo global de uma política migratória mais hostil. 🧵

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Foram 148 mil candidatos internacionais no ciclo 2025–26, ante quase 165 mil no anterior. Entre 2016–17 e 2024–25, esse total havia saltado de cerca de 90 mil para 165 mil. Não parece uma oscilação comum: é uma reversão clara.

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A explicação passa pela percepção de risco: revogação de vistos, menos aprovações e restrições ao tempo de permanência. Antes mesmo de tentar a vaga, muita gente conclui que talvez não consiga entrar — ou ficar — no país.

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O impacto é desigual. As inscrições caíram 11% entre estudantes da Ásia e 17% entre os da África, regiões historicamente centrais para a mobilidade acadêmica rumo aos EUA. Barreiras migratórias raramente atingem todos os passaportes da mesma forma.

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E candidatura não é matrícula: dados do Departamento de Segurança Interna já indicaram queda média de 13% nas matrículas internacionais. Projeções apontam até 112 mil estudantes estrangeiros a menos nos campi neste outono.

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Isso vai além das salas de aula. Estudantes internacionais ajudam a financiar universidades, sustentam pesquisa, movimentam cidades e criam redes profissionais globais. Fechar essa porta pode enfraquecer justamente a capacidade americana de atrair talentos.

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Há um contraste importante: a Common App registrou 1,5 milhão de candidatos ao primeiro ano, alta de 2%, com avanços entre estudantes de baixa renda, negros e de cidades pequenas. A inclusão interna cresce, mas a abertura ao mundo recua.

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A disputa por talentos não se vence só com rankings e laboratórios: exige previsibilidade, direitos e acolhimento. Quando um país transforma o visto em obstáculo permanente, outros sistemas de ensino ganham uma vantagem silenciosa — e duradoura.

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