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Planalto vê risco de interferência externa até o 2º turno. O que é fato, o que é suspeita e quem deve fiscalizar? 🇧🇷🗳️

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O governo Lula avalia que os EUA já tentam influenciar a eleição brasileira por quatro frentes — de declarações políticas a redes sociais e suspeitas de financiamento. Mas quais evidências serão apresentadas? E quem protege a soberania do voto? 🇧🇷🗳️🧵

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A 1ª frente, segundo o Planalto, seria pressão pública de Donald Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio. O governo cita episódios em países latino-americanos. Apoio estrangeiro a candidatos é só opinião política — ou pode alterar uma disputa desigual?

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A 2ª envolve suspeitas de impulsionamento pago, a partir dos EUA, de perfis favoráveis a Flávio Bolsonaro. PT e Renan Santos levantaram o tema; a campanha de Flávio nega. Plataformas vão abrir dados de anúncios, alcance e origem dos recursos?

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A pergunta central não é apenas “houve impulsionamento?”. É: o eleitor consegue saber quem pagou, por que recebeu aquele conteúdo e como o algoritmo ampliou sua exposição? Transparência digital virou condição básica para uma eleição livre.

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Na 3ª frente, PT e Renan Santos alegam ligação entre o fundo Rockbridge Network e financiamento à candidatura de Flávio; o PT acionou o STF. A legislação proíbe doações estrangeiras. Acusação formal exige apuração rigorosa — e prova, não torcida.

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A 4ª frente envolve encontros de autoridades americanas com influenciadores brasileiros, segundo petistas. Diplomacia, articulação política e influência digital podem se misturar rapidamente. Quais encontros são públicos? Quais interesses estão sendo declarados?

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Interferência externa não se combate com censura nem com blindagem partidária. Combate-se com Justiça Eleitoral independente, regras para plataformas, rastreabilidade de dinheiro e informação acessível. Se o voto é soberano, por que sua influência seria opaca?

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