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Resumo em 10 segundos

Morre Eurípides Ferreira, referência no primeiro transplante de medula no Brasil — um legado científico que também expõe desafios de acesso e política pública 🧬

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Morre Eurípides Ferreira, pioneiro do transplante de medula na América Latina, aos 86 anos 🧬🧵. Em 1979 ele participou do primeiro procedimento no Brasil — marco que abriu caminho para tratamentos curativos contra leucemias. Nesta thread: legado, avanços científicos e dilemas de acesso.

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O transplante de medula de 1979 não foi só técnica: foi a operacionalização clínica das células‑tronco hematopoéticas. Exigiu bancos de sangue/medula, laboratórios, tipagem HLA e trabalho multidisciplinar — infraestrutura que o Brasil teve que construir do zero.

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O legado de Ferreira vai além do ato médico: formação de equipes, protocolos nacionais e estímulo à pesquisa em hematologia. Esses elementos permitiram que casos antes fatais hoje tenham chance de cura ou sobrevida prolongada — fruto de ciência aplicada e redes de conhecimento.

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Mas é preciso ser crítico: apesar do progresso técnico, o acesso é desigual. Centros de alta complexidade concentram‑se em grandes cidades; pacientes do interior e de baixa renda enfrentam barreiras logísticas e financeiras. Como expandir cobertura sem perder qualidade?

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Do ponto de vista científico houve grande evolução: condicionamentos menos tóxicos, tipagem genética mais precisa e terapias adjuntas (como imunoterapias e CAR‑T). A equação é clara: inovação clínica precisa de financiamento estável e políticas que garantam difusão equitativa.

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A partida de Eurípides Ferreira é oportunidade de reflexão — não só homenagem. Em menos de 50 anos, um procedimento pioneiro deixou de ser exceção para virar opção terapêutica em centros especializados. Preservar e ampliar esse avanço depende de investimento público, registros de doadores e educação continuada.

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