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🔬 O R/V Falkor (too) trocou a exploração de petróleo pela ciência e ajuda a mapear uma das regiões mais desconhecidas da Terra: o fundo do mar.

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Um navio que já serviu à exploração de petróleo e gás agora investiga o oceano profundo — e suas expedições já registraram mais de 100 espécies novas. 🔬🌊🧵

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O R/V Falkor (too), do Schmidt Ocean Institute, foi adaptado como laboratório oceanográfico. A missão é estudar vida marinha, geologia e clima em uma área ainda amplamente desconhecida: menos de 30% do leito oceânico está mapeado.

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Para alcançar regiões extremas, a equipe usa um ROV: veículo operado remotamente que pesa 4 toneladas e desce a mais de 4 mil metros. O “drone submarino” transmite imagens e permite coletar amostras sem levar pessoas ao risco.

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Entre os achados está o “Loki, o pepino-do-mar”, animal de formas que lembram chifres. A dimensão do desconhecido impressiona: antes de 2020, só 3 pessoas haviam chegado à Fossa das Marianas, quase 12 km abaixo da superfície. Já 28 foram à Lua.

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Atracado em Fortaleza, o Falkor pesquisou o Atlântico e deve voltar ao Brasil em 2027, quando o Rio sediará o evento da Década do Oceano da ONU. A embarcação leva cerca de 80 pessoas e tem classificação polar, podendo operar no Ártico e na Antártica.

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Em expedição recente, o navio investigou a Dorsal Mesoatlântica, uma enorme cordilheira submarina. O objetivo inclui entender falhas geológicas, a formação do oceano profundo e processos que podem influenciar o sequestro de gases de efeito estufa.

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Os dados também ajudam a estudar a AMOC, sistema de correntes que transporta água quente ao Atlântico Norte e água fria ao sul, redistribuindo calor pelo planeta. Mapear o oceano não é só curiosidade científica: é parte essencial de entender clima e biodiversidade.

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