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Resumo em 10 segundos

Andrew Willis diz que faltavam metas claras, visão de mercado e que o Game Pass pode ter afetado vendas de DOOM. 🎮🧵

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Ex-produtor de DOOM detonou o Xbox Game Pass: Andrew Willis chamou a presença da franquia no serviço de “ideia estúpida” e disse que a Microsoft nunca deixou claro como media o sucesso dos jogos. 🎮🧵

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Em entrevista ao Kiwi Talkz, Willis contou que ele e colegas não sabiam quais metas precisavam bater. Era hora jogada? Instalação? Retenção? Sem essa resposta, fica bem difícil para um estúdio decidir que tipo de jogo precisa criar, né?

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E isso muda tudo no design. Se a métrica for tempo de jogo, a tendência é priorizar títulos enormes e intermináveis. Se for instalação, talvez o foco vire chamar atenção rápido. Um DOOM direto ao ponto pode acabar espremido entre metas que não combinam com ele.

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Willis acredita que DOOM: The Dark Ages no Game Pass pode ter prejudicado as vendas diretas. O jogo chegou a 3 milhões de jogadores muito mais rápido que DOOM Eternal, mas “jogadores” não é a mesma coisa que cópias vendidas.

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Segundo os dados citados na época, mais de 2 milhões desses jogadores estavam no Xbox e cerca de 500 mil no PS5. O ponto levantado é bem válido: sem explicar como assinatura, vendas e custo de produção se equilibram, números grandões podem esconder um resultado fraco.

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A fala também vem após cortes que, segundo a notícia, devem eliminar mais de 3,2 mil empregos na divisão Xbox neste ano fiscal — e afetaram a id Software. Quando a estratégia é nebulosa, quem desenvolve os jogos costuma pagar a conta primeiro.

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Game Pass ainda é uma baita porta de entrada para muita gente jogar gastando menos. Mas acesso amplo precisa caminhar com um modelo sustentável: metas transparentes, remuneração justa aos estúdios e menos decisões de cima para baixo. Senão, até franquias gigantes viram reféns da planilha.

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