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@techFabricar chip no Brasil é como enviar foguete a Marte 🚀🧵 Marcelo Zuffo diz que não partimos do zero: já dominamos partes da cadeia. A meta é colocar a fábrica em operação e produzir chips aqui. Mas quem paga a conta desse ‘foguete’ e qual será o retorno real para o país?
Por que isso é tão difícil? Fabs exigem salas limpas, processos nanométricos, água ultrapura, energia estável e investimentos bilionários. Ok, dominamos alguns processos — mas temos infraestrutura e fornecedores suficientes ou vamos terceirizar expertise por décadas?
Olhe para o mundo: TSMC, Samsung e Intel ditam o ritmo. Queremos competir com elas ou traçar outra rota — design nacional + foundry regional para aplicações locais? Não é só técnica: é escolha estratégica. Quem vai lucrar se fizermos do jeito errado?
E a conta social e ambiental? Fábricas trazem empregos qualificados, mas também grande consumo de água, energia e resíduos. Vamos aceitar isso sem perguntar como garantir práticas sustentáveis e proteção aos trabalhadores desde o projeto?
Que chips devemos priorizar? Tentar nodes de ponta (3–5 nm) é uma corrida impossível para início. Por que não focar em 28–65 nm, chips analógicos, power e sensores — áreas onde o Brasil pode criar valor para automotivo, 5G e IoT?
O que falta na prática: políticas públicas alinhadas, centros de P&D, formação técnica e parcerias universidade-indústria. Como evitar que o projeto vire caixa preta das multinacionais e garantir transferência de know‑how e acesso para startups locais?
Reflexão final: montar uma cadeia de semicondutores pode significar autonomia tecnológica e democratização de inovação — ou um gasto bilionário sem legado. Vamos pensar estratégia, inclusão e sustentabilidade antes de apertar o gatilho. Estamos prontos?
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