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Resumo em 10 segundos

Uma vulnerabilidade na sidechain Liquid gerou L-BTC sem lastro e levou à retirada de cerca de US$ 320 milhões em BTC. O Bitcoin não foi afetado. ⚠️

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Uma falha na Liquid Network permitiu a retirada de cerca de 4.000 BTC de sua custódia federada — valor estimado em US$ 320 milhões. ⚠️ O Bitcoin, porém, seguiu operando normalmente: o problema ocorreu na sidechain Liquid. 🧵

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A Liquid usa o L-BTC, uma representação de Bitcoin dentro de seu próprio ambiente. Em condições normais, cada L-BTC deveria ter correspondência em BTC mantidos sob custódia da federação que opera a rede.

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A vulnerabilidade estava no Elements, software usado pela Liquid. Um componente que verifica provas criptográficas mantinha resultados anteriores em memória, abrindo espaço para que dados inválidos fossem aceitos como já verificados.

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Na prática, os invasores criaram quase 4.000 L-BTC sem lastro. Depois, usaram esses tokens em operações de peg-out — a conversão de L-BTC para BTC na rede principal — e retiraram bitcoins reais via SideSwap.

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A Liquid afirmou que chaves privadas não foram comprometidas e que não houve invasão de carteiras. A brecha estava na lógica de validação das transações, não no consenso, na emissão ou na segurança da rede Bitcoin.

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Durante a correção, a Liquid suspendeu operações. Os responsáveis se apresentaram como “white hats” em mensagens gravadas na blockchain do Bitcoin e disseram que devolveriam os fundos após a solução do problema.

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Cerca de 3.400 BTC foram devolvidos. Outros 600 BTC, estimados em US$ 47 milhões, permaneceram retidos. A Blockstream rejeitou tratar esse valor como recompensa por reportar a vulnerabilidade: a falha foi explorada antes da devolução parcial.

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O caso reforça uma distinção essencial: Bitcoin e camadas construídas sobre ele têm modelos de risco diferentes. Sidechains podem ampliar liquidez e funcionalidades, mas exigem código auditável, monitoramento contínuo e transparência sobre custódia e validação.

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