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Resumo em 10 segundos

Decisão reforça que atendimento seguro, informação clara e continuidade do cuidado são direitos de quem depende da saúde pública. 🏥⚖️

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Estado de São Paulo é condenado a pagar R$ 60 mil a paciente após falhas no tratamento pós-cirúrgico em hospital público de Atibaia. A decisão reforça: segurança, escuta e informação também são cuidado em saúde. 🏥⚖️🧵

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A paciente tinha artrose grave e degeneração no tornozelo. Após uma cirurgia, passou a sentir dores intensas — mas a causa não foi investigada imediatamente pela equipe médica.

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A fratura na tíbia ligada ao procedimento só foi identificada 55 dias depois. Segundo a perícia judicial, o atraso no diagnóstico contribuiu para dor prolongada, pior evolução do quadro e necessidade de nova cirurgia.

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Mesmo após a reoperação, as dores continuaram. A paciente também desenvolveu alterações na coluna lombar por sobrecarga mecânica e recebeu alta definitiva apesar de ainda precisar de acompanhamento.

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A perícia apontou negligência no pós-operatório, omissão, atraso injustificado no diagnóstico e falta de informação sobre riscos da primeira cirurgia. Autonomia do paciente não é detalhe: é parte essencial de um atendimento digno.

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A juíza aplicou a responsabilidade civil do Estado: para haver condenação, bastam falha no serviço, dano ao paciente e nexo causal — sem exigir prova de culpa individual da administração.

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O caso deixa um alerta construtivo: fortalecer protocolos de pós-operatório, comunicação transparente e acesso contínuo ao cuidado pode evitar sofrimento e novas internações. Saúde pública de qualidade se constrói com prevenção, escuta e responsabilidade.

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