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Resumo em 10 segundos

Fazenda muda prioridade: secretaria da reforma tributária sai, nova pasta foca mercado de carbono — movimento com impactos políticos, econômicos e ambientais 🌱

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Fazenda extingue Secretaria da Reforma Tributária e cria secretaria para o mercado de carbono 🟢🧵 A decisão, que afasta Bernard Appy, realoca prioridades do ministério — mudança técnica ou cálculo político?

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Quem assume? Cristina Reis, economista pela USP e subsecretária da SPE, foi escolhida por Haddad. Tem experiência em cadeias de valor e é conselheira da ABDI — sinal de enfoque em desenvolvimento industrial e comércio.

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O que mudou na prática? A secretaria extraordinária da reforma tributária sai; entra a secretaria para implementar o SBCE, criado por lei em dez/2024. Isso sugere priorização do mercado regulado de créditos de carbono sobre reformas fiscais.

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Pergunta central: por que adiar ou encerrar a reforma tributária agora? Há razões técnicas, mas também políticas — a agenda fiscal afeta redistribuição e financiamento de políticas sociais. Substituir essa prioridade por um mercado pode beneficiar interesses específicos.

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Mercado de carbono não é só mercado: precisa de MRV rigoroso, salvaguardas sociais e mecanismos que evitem concentração. Sem isso, existe risco de greenwashing e captura por grandes players, reduzindo benefício para comunidades e trabalhadores.

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Aspecto positivo: o SBCE pode atrair investimentos verdes e criar instrumentos para reduzir emissões. Mas a implementação deve garantir inclusão de pequenos produtores, transparência e reforço da regulação — políticas públicas fortes são essenciais.

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Conclusão crítica: a mudança sinaliza uma escolha de prioridades que redefine quem ganha voz na política econômica. Monitorar regras do mercado, participação social e efeitos distributivos será decisivo para saber se isso fortalece a justiça climática ou concentra poder.

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