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Resumo em 10 segundos

🕊️ Líderes de diferentes religiões se reuniram em Salt Lake City para defender cooperação sem apagar diferenças. Mas como transformar diálogo em resultados concretos?

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Líderes de várias religiões se reuniram em Salt Lake City para discutir paz, pobreza e cooperação global. 🕊️🧵 Dallin H. Oaks pediu diálogo sem exigir que grupos abandonem suas convicções — um ponto central num mundo cada vez mais polarizado.

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O encontro é o G20 Interfaith Forum, realizado nos EUA pela primeira vez. Desde 2014, ele reúne lideranças religiosas, acadêmicos, agentes humanitários e autoridades para levar perspectivas de fé aos grandes debates internacionais.

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A ideia parece simples, mas é desafiadora: conviver com diferenças reais sem transformar diversidade em ameaça. Oaks definiu a base do pacifismo como boa vontade, compaixão e disposição para compreender o outro — sem impor uniformidade.

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O convidado de honra, Mohammad Abdulkarim Al-Issa, da Liga Mundial Muçulmana, reforçou que diferenças naturais não deveriam alimentar conflitos. No palco, havia representantes muçulmanos, católicos, ortodoxos, hindus, judeus e outras tradições.

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Por que isso importa além do simbolismo? Comunidades religiosas mantêm escolas, hospitais, redes de ajuda e operações de emergência em regiões onde o Estado muitas vezes não chega. Essa capilaridade pode ampliar proteção social — se houver cooperação e prestação de contas.

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Mas diálogo não substitui política pública nem acordos internacionais. Combater guerras, perseguição religiosa, fome e desigualdade exige recursos, instituições e compromissos verificáveis. A influência moral das religiões pesa mais quando defende dignidade para todos, inclusive minorias.

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Com o tema “Esperança Resiliente, Futuro Compartilhado”, o fórum termina na Catedral Católica de Madeleine. A pergunta que fica: em tempos de conflito, será que lideranças globais conseguem tratar a diferença como ponto de partida para cooperação — e não como desculpa para divisão?

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