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A pesquisadora defende testes independentes e participação do poder público na segurança da IA. 🤖🔎

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Fei-Fei Li, uma das pioneiras da IA, mandou um recado bem direto: não dá para deixar as empresas avaliarem sozinhas a segurança dos sistemas que elas mesmas criam. 🤖🔎 🧵

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A ideia é simples: pesquisadores das big techs podem medir seus modelos, claro. Mas isso não substitui padrões e testes feitos por entidades independentes, universidades e setor público.

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É meio como deixar uma montadora decidir, sem fiscalização externa, se o próprio carro está seguro para rodar. Conhecimento técnico importa — mas transparência e regras comuns também.

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Li, professora de Stanford e cofundadora da World Labs, defende uma responsabilidade compartilhada: indústria, academia, governos e sociedade precisam participar da conversa.

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O debate ganhou força porque modelos de IA estão evoluindo numa velocidade absurda. Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI, já pediram mais cautela nos sistemas mais avançados.

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Eles devem discutir segurança de IA no Conselho de Segurança da ONU. O ponto não é tratar a tecnologia como vilã, mas evitar que decisões com impacto em todo mundo fiquem concentradas em poucas empresas.

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Para Fei-Fei Li, riscos não são inevitáveis: dependem de como a gente desenvolve, regula e usa a IA. A tecnologia não decide sozinha — pessoas, instituições e regras decidem seus limites.

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A frase que resume tudo: “IA não diz respeito à IA, diz respeito aos seres humanos”. Quanto mais poderosa ela fica, menos sentido faz terceirizar sua fiscalização para quem lucra diretamente com ela.

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