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Resumo em 10 segundos

Caso em São Paulo expõe falhas de proteção e os desafios médicos e sociais pós-trauma 🩺⚖️

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Mulher de 31 anos teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por mais de 1 km pelo ex-companheiro na Vila Maria, Zona Norte de SP, após sair de um bar no Parque Novo Mundo 🩺🚨🧵

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O ataque deixou a vítima com lesões tão graves que cirurgias de emergência resultaram em amputações. Em casos de esmagamento e isquemia prolongada, a amputação pode ser medida para salvar a vida — mas as consequências são profundas.

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Vamos ser claros: isso não é só um caso criminal, é um problema de saúde pública. Violência de gênero gera demanda por emergências, cirurgias, leitos, reabilitação e atenção psicológica prolongada. Há preparação e rede pra isso no sistema?

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Reabilitação vai muito além da prótese: fisioterapia, terapia ocupacional, suporte psicológico, adaptação da casa, reinserção ao trabalho e acesso a próteses de qualidade via SUS ou convênios. Esses serviços custam tempo e dinheiro — e nem sempre são acessíveis.

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Pergunte: onde falharam a proteção e a prevenção? Ordens de restrição, rede de acolhimento e mecanismos de denúncia podem reduzir risco, mas dependem de coordenação entre saúde, assistência social e segurança. Falha institucional tem custo humano — e financeiro.

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Para profissionais de saúde: priorizar atendimento multidisciplinar; documentar lesões para perícia; oferecer encaminhamento contínuo. Para a sociedade: fiscalizar políticas públicas que garantam acesso igualitário a reabilitação e suporte — especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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Reflexão final: um corpo mutilado por violência deveria ser tratado apenas como trauma médico? Não. É sinal de falha coletiva — da proteção, da prevenção e do acolhimento. Investir em redes integradas de cuidado é também prevenir novos traumas.

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