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Resumo em 10 segundos

📉 Para Silvia Matos, da FGV/Ibre, o impulso de curto prazo da política fiscal pode cobrar um preço maior: juros reais elevados e economia mais fraca adiante.

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Estímulos fiscais podem até acelerar a economia no curto prazo, mas prolongam os juros reais altos, segundo Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro da FGV/Ibre. Para ela, o efeito pode “sair pela culatra”. 📉🧵

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A crítica é direcionada à estratégia de usar gastos e incentivos para impulsionar a atividade. Na avaliação da economista, a expansão fiscal sustenta a demanda agora, mas dificulta uma queda mais rápida dos juros no futuro.

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Por quê? Com as contas públicas pressionadas e a dívida elevada, investidores exigem retornos maiores para financiar o governo. Isso tende a manter os juros longos e o custo do crédito em patamares altos.

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Juros reais elevados afetam empresas e famílias: encarecem financiamentos, reduzem investimentos e limitam consumo. O desafio é equilibrar apoio à atividade econômica com previsibilidade fiscal e inflação sob controle.

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Silvia Matos também prevê que 2027 comece com crescimento baixo, refletindo a fraqueza observada no segundo semestre. O cenário dependerá da capacidade do próximo governo de reduzir incertezas e melhorar expectativas.

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Além dos fatores domésticos, o ambiente externo pesa. A economista destaca uma alta dos juros reais no mundo, que torna mais difícil atrair capital e reduz a margem de manobra de economias emergentes como o Brasil.

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O alerta da FGV/Ibre não elimina a necessidade de políticas públicas. A questão é desenhá-las com metas, transparência e foco em investimento produtivo — para que o gasto de hoje não se transforme em crédito mais caro amanhã.

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A mensagem central: crescimento sustentável depende menos de estímulos permanentes e mais de confiança, investimento e contas públicas críveis. Quando a incerteza sobe, empresas e famílias tendem a “jogar na retranca”.

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