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🌿 Pesquisadores da Ufes testam fibras naturais para separar óleo da água com potencial de gastar menos energia — e proteger rios e lagos.

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🌿 Uma fibra vegetal pode ajudar a retirar óleo industrial da água com menos gasto de energia. Pesquisadores da Ufes testam a flor-de-seda como filtro para efluentes de indústrias, oficinas e postos. Entenda a tecnologia 🧵

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Primeiro, o problema: óleos minerais usados na lubrificação de máquinas e veículos podem se misturar à água residual. Como têm baixa biodegradabilidade, persistem por muito tempo no ambiente se o tratamento falhar.

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Quando esse óleo chega a rios ou lagos, ele pode formar uma película na superfície. Essa camada reduz a troca de oxigênio da água com o ar, prejudicando organismos aquáticos. Por isso, separar óleo e água é uma etapa crítica.

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A ideia da equipe do PPGEN/Ufes é usar fibras vegetais como meio filtrante. A Calotropis procera, chamada de flor-de-seda, tem características físicas que ajudam a capturar gotículas de óleo emulsificadas na água.

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“Emulsificado” significa que o óleo está disperso em pequenas gotinhas na água — como uma mistura difícil de separar. Não basta deixar o líquido parado: é preciso um sistema de filtragem capaz de reter essas partículas.

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Os testes já apontam um caminho promissor: menor consumo de energia no tratamento, mantendo ou até ampliando a remoção de óleo. Se comprovada em escala maior, a solução pode reduzir custos e impactos ambientais.

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O projeto também avalia fibras de sumaúma e taboa, em parceria com a Ufam. A pesquisa envolve mestrado, doutorado e iniciação científica: ciência pública formando pessoas e buscando soluções locais para um desafio industrial real.

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A inovação aqui não é só trocar um filtro: é redesenhar o tratamento de resíduos com materiais naturais e eficiência energética. O próximo passo é aperfeiçoar o sistema e verificar seu desempenho fora do laboratório.

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