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Enquanto a Fictor negocia uma recuperação judicial bilionária, a antiga Fictor Consignado — hoje 3RP — avança no mercado de cartões para servidores públicos. 🏛️💳

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A Fictor tenta reorganizar dívidas bilionárias na recuperação judicial. Ao mesmo tempo, sua antiga operação de consignado, hoje chamada 3RP Consignado, amplia negócios ligados a folhas de pagamento de prefeituras. 💳🏛️🧵

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A 3RP é a nova marca da antiga Fictor Consignado. Ela não integra a recuperação judicial porque deixou formalmente o grupo antes do pedido. Isso não prova irregularidade — mas expõe questões relevantes de governança e transparência.

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A empresa é sócia de Alvo Card, BCBR Card e EI Card, companhias de cartão-benefício voltadas a servidores. A Alvo diz ter mais de 60 convênios com estados e municípios, incluindo São Paulo, Campinas e São José dos Campos.

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A BCBR Card, por sua vez, firmou convênio com Taubaté em 4 de maio — cerca de três meses após a Fictor pedir recuperação judicial. São contratos que permitem descontar parcelas diretamente na folha dos servidores.

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O ponto central é a cronologia: em novembro de 2024, a Fictor Holding transferiu 100% da então Fictor Consignado a Rafael Paixão Ferreira Giuseppe, ex-sócio e administrador da operação desde agosto daquele ano.

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O documento registrado na Junta Comercial de São Paulo não informa o valor da cessão e registra “plena e geral quitação”. As participações em empresas de cartões, como a Alvo Card, acompanharam a transferência de controle.

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Até aqui, não há decisão judicial localizada pela reportagem que reconheça irregularidade na transferência. Mas a ausência de ilegalidade declarada não encerra a discussão: contratos com o poder público exigem controles e divulgação ainda mais robustos.

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Com cerca de R$ 3 bilhões envolvidos na RJ e baixa contábil de R$ 309,7 milhões na holding, o caso mostra como reestruturações societárias podem separar riscos — enquanto o crédito consignado segue alcançando a renda de servidores. Transparência não é detalhe: é infraestrutura de confiança.

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