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Resumo em 10 segundos

⚛️ Das Filipinas a Viena, a energia nuclear volta ao debate global — com promessas climáticas, desafios de segurança e lições históricas.

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⚛️ As Filipinas voltaram a discutir energia nuclear — e a antiga usina de Bataan, concluída há 41 anos mas jamais operada, pode ganhar uma nova chance. O tema reapareceu num giro internacional que também envolve a AIEA e a EDF. 🧵

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Primeiro, o contexto: Bataan foi anunciada em 1973, durante o governo de Ferdinand Marcos Sr. A construção terminou em 1985, mas o reator nunca recebeu combustível. Ou seja: a usina existe, porém nunca gerou eletricidade.

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Por que ela parou? Após a queda de Marcos em 1986, a presidente Corazon Aquino se opôs ao projeto. Pesavam denúncias de corrupção e dúvidas sobre segurança — agravadas pelo acidente de Chernobyl, no mesmo ano.

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Agora, o presidente Ferdinand “Bongbong” Marcos Jr., filho do ex-ditador, estuda opções para introduzir energia nuclear no país, segundo o New York Times. Isso inclui avaliar se Bataan pode ser colocada em funcionamento.

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A lição é simples: reativar uma instalação antiga não é só apertar um botão. Exige inspeções independentes, atualização tecnológica, plano para resíduos, preparação contra emergências e transparência com as comunidades do entorno.

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Em Viena, a Conferência Geral da AIEA reuniu mais de 3.600 participantes, de 160 dos 181 países-membros. O encontro mostra como a energia nuclear mistura três debates globais: eletricidade, clima e segurança internacional.

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No mesmo giro, a EDF avançou discussões sobre reatores modulares pequenos, os SMRs. A promessa é construir unidades menores e potencialmente mais padronizadas; o desafio é provar custo, prazo, segurança e uma regulação pública à altura.

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O ponto central: a energia nuclear pode entrar na transição energética, mas não substitui governança. Sem fiscalização forte, participação social e responsabilidade pelos resíduos por décadas, a conta pode recair justamente sobre quem tem menos voz.

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