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A redução da jornada muda a vida de milhões de trabalhadores — e abre uma corrida para reorganizar limpeza, transporte, saúde e contratos públicos. 🏙️

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O fim da escala 6x1 foi aprovado no Senado — e agora uma nova conta começa a rodar nas prefeituras: até R$ 34,5 bilhões a mais para manter serviços como limpeza, ônibus e hospitais. 🏙️🧵

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A mudança promete mais descanso para quem passa seis dias por semana trabalhando. Mas, nos bastidores municipais, gestores fazem outra conta: para cobrir as escalas, será preciso contratar ou renegociar contratos.

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O impacto direto estimado pela Confederação Nacional de Municípios é de R$ 1,5 bilhão, com 25,8 mil novas contratações. Só que o maior peso pode vir dos terceirizados: limpeza, vigilância, obras e coleta de lixo.

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No estudo encomendado pela Frente Nacional dos Prefeitos, a projeção chega a R$ 34,5 bilhões. Desse total, R$ 20,2 bilhões estão ligados à terceirização — o coração operacional de muitos serviços públicos locais.

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A escassez potencial ajuda a explicar a pressão: os municípios poderiam precisar de ao menos 96 mil professores, 58 mil profissionais de limpeza urbana e 22 mil técnicos de enfermagem para recompor jornadas.

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A PEC prevê até 12 meses para adaptar contratos públicos. É uma janela curta para redesenhar escalas sem interromper serviços essenciais — e para evitar que a transição recaia sobre salários, qualidade do atendimento ou tarifas.

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A história não é só sobre planilhas. Reduzir jornadas pode melhorar descanso e segurança de quem mantém a cidade funcionando. O desafio será financiar essa mudança com planejamento, contratações dignas e contratos mais eficientes.

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O fim da 6x1 coloca duas prioridades na mesma mesa: valorizar o tempo de quem trabalha e garantir que a população não fique sem ônibus, atendimento ou coleta. A solução dependerá de como essa conta será distribuída.

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