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📊 Reduzir a jornada derruba o PIB? Histórico brasileiro e experiências europeias sugerem que crescimento e mais descanso podem caminhar juntos. 🧵

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Fim da escala 6x1 pode prejudicar a economia? 📊 Dados do Brasil e de países europeus indicam que reduzir a jornada não impede crescimento — e a PEC prevê 40 horas semanais, dois dias de descanso e nenhum corte salarial. 🧵

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A proposta em debate é a PEC 221/2019. Ela reduz o limite semanal de 44 para 40 horas, assegura dois dias de descanso remunerado e busca encerrar a escala de seis dias de trabalho para um de folga.

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Hoje, 14,8 milhões de trabalhadores estão na escala 6x1, segundo o Ministério do Trabalho. É pouco mais de um terço do emprego formal, mas cerca de 15% das 103 milhões de pessoas ocupadas no país.

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O Brasil já viveu uma redução de jornada: em 1988, a Constituição baixou o limite de 48 para 44 horas semanais, com teto de 8 horas por dia. A mudança não bloqueou a expansão econômica das décadas seguintes.

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De 1988 a 2025, a produtividade do trabalho brasileiro cresceu 34,2%, segundo o Observatório da Produtividade Regis Bonelli, da FGV-Ibre. Ou seja: a produção por trabalhador avançou mesmo com uma jornada legal menor.

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Entre 2000 e 2025, o PIB brasileiro passou de US$ 596 bilhões para US$ 2,27 trilhões. O período reuniu expansão econômica, maior acesso à educação e avanço tecnológico — fatores centrais para produtividade, além das horas trabalhadas.

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A PEC foi aprovada na Câmara por 472 votos a 22 no 1º turno e agora tramita no Senado. Após aval da CCJ, ainda precisa cumprir sessões de debate e ser votada em dois turnos, salvo acordo para encurtar prazos.

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A experiência histórica sugere que o debate não é só sobre “trabalhar menos”. É sobre organizar ganhos de produtividade, saúde e tempo de descanso sem transferir o custo da mudança para salários ou empregos.

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