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A Fiemg diz que zerar a cobrança sobre importados de até US$ 50 desequilibra o jogo para varejo e fábricas brasileiras. 🛍️🏭

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Zerar a “taxa das blusinhas” pode baratear a compra no app, mas a Fiemg alerta: a conta pode chegar para fábricas e lojas brasileiras. 🛍️🏭🧵

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A discussão envolve importações de até US$ 50. A MP 1.357, em vigor e debatida no Congresso, propõe reduzir a tarifa a zero — desfazendo a cobrança criada pela Lei 14.902.

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A lógica da taxa era simples: produtos nacionais e importados não partem do mesmo ponto. Quem produz aqui enfrenta impostos, burocracia, frete caro e infraestrutura ruim — o famoso custo Brasil.

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Para Juliana Gagliardi, economista da Fiemg, sem essa cobrança cresce a entrada de itens importados com preços difíceis de competir. E não é só a fábrica que sente: o varejo local também perde espaço.

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Claro: consumidor quer preço baixo, e com razão. Mas concorrência saudável não deveria depender de jogar o custo inteiro nas costas de quem produz, emprega e vende no Brasil.

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A própria Fiemg reconhece que a taxa não resolve tudo. Juros altos, logística precária e carga tributária continuam apertando empresas nacionais. Cobrar na fronteira sem consertar isso seria só um remendo.

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No fim, o debate vai além da “blusinha”: como dar acesso a produtos baratos sem enfraquecer empregos, pequenos lojistas e a capacidade produtiva do país? Esse equilíbrio é o verdadeiro desafio.

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