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Resumo em 10 segundos

Sem patrocínio de bets, 23 clubes dizem que receitas, contratos e até salários podem entrar na zona de risco. ⚽💰

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O fim dos patrocínios de bets virou uma bomba no caixa do futebol brasileiro ⚽💰 Pelo menos 23 clubes foram ao STF questionar a MP que proibiu as casas de apostas no país. E os números que eles citam são pesados 🧵

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O ponto central é bem direto: 14 dos 20 clubes da Série A tinham bets como patrocinadoras. Quando sites, apps e publicidade são bloqueados de uma vez, não some só um logo da camisa — some uma receita já prevista no orçamento.

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O Flamengo estima perda imediata entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões no próximo ano. O clube diz que o efeito alcançaria também modalidades olímpicas, que frequentemente dependem da receita gerada pelo futebol.

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No Botafogo, o alerta é ainda mais delicado: a quebra dos contratos de patrocínio poderia afetar o plano de recuperação judicial. Em outras palavras, uma mudança regulatória pode mexer com dívidas, credores e a saúde financeira do clube.

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Já um grupo de cinco clubes, com o São Paulo entre eles, cita risco de atrasos salariais e rescisões de contratos de atletas. É o lembrete de que, por trás dos balanços, há trabalhadores e carreiras que dependem desse dinheiro circular.

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Os clubes também alegam um problema prático: uniforme, placas e materiais foram produzidos meses antes e já estão em circulação. A discussão no STF, relatada por Luiz Fux, vai além das bets: é sobre previsibilidade para contratos num setor bilionário.

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