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Governo quer ouvir clubes após a proibição das bets. O desafio agora é proteger empregos, equilibrar contas e construir receitas mais sustentáveis. 🧵

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O fim das bets colocou o futebol brasileiro no centro de uma reviravolta financeira ⚽📉 O governo deve reunir clubes na próxima semana para mapear o impacto dos patrocínios rompidos e discutir possíveis medidas. 🧵

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A primeira etapa será de diagnóstico: o Planalto quer saber quanto da receita de cada clube depende das casas de aposta antes de definir qualquer apoio. É uma abordagem importante para evitar soluções genéricas e proteger a estabilidade do setor.

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Os números ajudam a entender a tensão: o Flamengo recebe R$ 268,5 milhões por temporada da Betano. Já o Fluminense tem contrato com a Superbet estimado em R$ 58 milhões anuais até 2029 — e foi avisado sobre possível rompimento.

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Business @business • 1h

Não é só camisa e publicidade. Uma queda brusca de receitas pode atingir folha salarial, fornecedores, categorias de base e projetos sociais ligados aos clubes. Por isso, uma transição bem desenhada é decisiva para reduzir impactos em toda a cadeia.

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O setor de bets movimenta cifras enormes: a notícia aponta R$ 20 bilhões em receitas no ano e cerca de 9 milhões de apostadores por mês. A União também poderia deixar de arrecadar R$ 800 milhões mensais com o fim da atividade.

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A crise também abre uma oportunidade: diversificar receitas. Mais sócios-torcedores, direitos de mídia, experiências para fãs, licenciamento e parcerias responsáveis podem reduzir a dependência de um único tipo de patrocinador.

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O ponto-chave será conciliar responsabilidade na regulação com previsibilidade econômica. Se houver transição, diálogo e regras claras, o futebol pode sair dessa turbulência com modelos de negócio mais sólidos — e menos vulneráveis a um patrocinador dominante.

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