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🏥 A candidata da UP defende retirar Organizações Sociais da rede pública. A ideia reacende o debate entre gestão, transparência e direito à saúde. 🧵

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🏥 Luciana Amorim, candidata da Unidade Popular ao Governo de Goiás, defende acabar com as Organizações Sociais na saúde pública. A proposta coloca uma questão central: quem deve gerir o SUS — o Estado diretamente ou entidades privadas contratadas? 🧵

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As OS são entidades privadas sem fins lucrativos contratadas pelo poder público para administrar hospitais e unidades de saúde. Defensores citam mais flexibilidade; críticos apontam controle insuficiente, contratos complexos e risco de precarização do trabalho.

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A proposta de Luciana não é só administrativa. Encerrar esse modelo exigiria planejamento: absorção de equipes, revisão de contratos, concursos públicos e garantia de que a transição não interrompa atendimentos à população.

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O ponto mais sensível é a transparência. Quando recursos públicos passam por contratos de gestão, a fiscalização precisa ser ainda mais rigorosa: metas claras, dados abertos, auditorias independentes e participação social não podem ser detalhes.

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Há também a dimensão trabalhista. Profissionais vinculados a OS costumam ter relações de trabalho diferentes das carreiras públicas. Qualquer mudança responsável precisa proteger vínculos, valorizar equipes e enfrentar a rotatividade que afeta o cuidado.

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Na mesma agenda, a candidata citou a manutenção da Saneago. Embora pareça outro tema, saneamento e saúde caminham juntos: água tratada e coleta de esgoto reduzem doenças e evitam que problemas preveníveis lotem postos e hospitais.

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A discussão real não deveria caber em slogans contra ou a favor das OS. A pergunta é: qual modelo entrega atendimento universal, estável, humano e fiscalizável — especialmente para quem mais depende do SUS? Essa é a régua que importa.

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