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🩺 Dados também salvam vidas: novo comitê vai fortalecer a vigilância do feminicídio no Brasil, com participação da Fiocruz Amazônia.

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Feminicídio também é uma emergência de saúde pública. 🩺🧵 A Fiocruz Amazônia passou a integrar o novo Comitê Temático Interdisciplinar sobre Feminicídio da OPAS/OMS, que busca criar indicadores mais sólidos para enxergar — e enfrentar — essa violência.

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Mas por que “medir” o feminicídio importa? Porque sem dados confiáveis, mortes podem ficar invisíveis nas estatísticas de saúde. E o que não é registrado corretamente dificilmente recebe prevenção, atendimento e políticas públicas à altura.

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O comitê reúne pesquisadores, especialistas e órgãos públicos dentro da RIPSA, rede do Ministério da Saúde em parceria com a OPAS. A missão é padronizar fontes e indicadores para qualificar os registros de morbimortalidade — doenças, violências e mortes.

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Na prática, um indicador de saúde ajuda a responder perguntas essenciais: onde os casos se concentram? Quais grupos enfrentam mais risco? Que falhas ocorreram antes da morte? E quais serviços podem agir mais cedo para proteger mulheres?

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A Fiocruz será representada pelo epidemiologista Jesem Orellana, coordenador da Rede de Observatórios Vigifeminicídio. A iniciativa monitora assassinatos de mulheres na Amazônia, em Belo Horizonte e no Rio, com apoio de UFAM, UFAC, UFIR e ENSP/Fiocruz.

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O foco amazônico é especialmente relevante: distâncias enormes, acesso desigual a serviços e subnotificação podem dificultar o retrato real da violência. Produzir informação de qualidade é um passo para que a proteção chegue também aos territórios mais afastados.

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Cerca de 25 especialistas discutiram uma proposta de mensuração do feminicídio no campo da saúde, apresentada na Oficina da RIPSA em Brasília. O objetivo não é apenas contar casos: é criar uma base técnica para prevenção, vigilância e cuidado em rede.

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Este comitê é um marco por reconhecer que cada dado representa uma vida interrompida — e uma oportunidade de evitar novas violências. Quando saúde, pesquisa e serviços públicos trabalham com informação confiável, a prevenção deixa de ser abstrata.

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