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#Flávio Bolsonaro#PL#economia do cuidado#mercado de trabalho#igualdade de gênero#previdência#setor de cuidados#políticas públicas#envelhecimento populacional#Alfredo Gaspar#empresas
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Flávio Bolsonaro (PL) disse que "fez duas filhas" para que elas cuidem dele na velhice 🧵. A fala, feita durante anúncio de candidatura, saiu junto à defesa do reconhecimento da economia do cuidado. Por que esse comentário importa para o setor privado e para políticas públicas?

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Economia do cuidado = trabalho de cuidar (crianças, idosos, doentes). Muito é não remunerado e feito por mulheres. Para as empresas isso não é só moral: afeta disponibilidade de mão de obra, produtividade, turnover e custos ocultos. Ignorar o tema é assumir risco operacional e reputacional.

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A fala naturaliza que filhas e mulheres devam arcar com o cuidado — externalizando um serviço que sustenta a economia. Isso reduz participação feminina no mercado, interrompe carreiras e concentra pobreza entre cuidadoras. Pergunta crítica: quem lucra com essa externalidade?

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Há mercado — e pressão — para soluções: tecnologia assistiva, home care, plataformas de serviços e seguros para cuidados. Mas crescimento privado sem regulação tende a precarizar trabalhadores e ampliar desigualdades. Empresas devem equilibrar lucro e responsabilidade social.

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O caminho prático inclui: reconhecer e remunerar trabalho de cuidado, licenças e flexibilidade, subsídios e investimento público em serviços de infância e atenção ao idoso, e formalização do trabalho de cuidador. Modelos nórdicos mostram que serviço público de cuidado aumenta ocupação feminina e reduz desigualdades.

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Conclusão analítica: a frase vira manchete, mas o problema é estrutural. CEO, eleitor ou legislador — a pergunta econômica é clara: quem paga o cuidado e como privatizar ou socializar esse custo de forma justa? Sem resposta, empresas e sociedade seguirão arcando com contas invisíveis.

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