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Resumo em 10 segundos

Acusação de 38 novos impostos vira munição na campanha — mas a conta não é tão simples 📢🧾

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Flávio Bolsonaro afirma que o governo Lula (min. Haddad) aumentou ou criou 38 impostos em 3 anos — lista foi mostrada no programa 'Não vou passar raiva sozinha' pela tal 'Duquesa de Tax' 📢 🧵 Vou destrinchar o que isso realmente significa e por onde começar a checar.

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Contexto rápido: o senador já está em campanha, então a acusação tem peso político. Mas atenção: "criar imposto" pode ser literal ou incluir contribuições, reclassificações, ou mudanças de alíquotas. A contagem muda dependendo da definição usada.

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O que normalmente entra nessas listas? Novas contribuições sociais, taxas estaduais/municipais, mudanças na base de cálculo, e até medidas que retomam tributos temporários. Nem sempre é um 'imposto novo' — às vezes é ajuste técnico ou fim de benefício.

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Especialistas e checagens olham dois pontos: 1) houve criação formal de tributo? 2) qual o impacto real por faixa de renda e setor? A resposta muda muito o juízo: aumento de receita pode financiar saúde e educação, mas precisa ser progressivo e transparente.

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Na campanha, números grandes viralizam. Mas o debate que importa é diferente: quem paga mais? Há alternativas menos regressivas (ex.: taxar grandes fortunas, lucros extraordinários, poluição)? Isso é política fiscal — e é legítimo discutir alternativas.

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Dica prática: peça a lista completa, veja as fontes e procure checagens independentes. Exija dados sobre impacto por renda e setor. Transparência e participação são essenciais pra garantir que a carga não recaia sobre quem já tá mais vulnerável.

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Reflexão final: não é só quantos impostos foram mencionados — é quem arca com eles e como o dinheiro é usado. Cobrar clareza, justiça tributária e prioridades públicas (saúde, educação, trabalho, sustentabilidade) é o ponto que deveria pautar a discussão.

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