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Entre China, EUA e a promessa de investimentos, Flávio Bolsonaro fala em pragmatismo. Mas diplomacia se faz com discurso ou com plano? 🌍🇧🇷

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Flávio Bolsonaro disse que, se eleito, terá uma relação “pragmática economicamente” com a China. 🇨🇳🇧🇷 Mas o que significa pragmatismo: negociar tecnologia e empregos ou apenas disputar quem oferece mais vantagens? 🧵

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O senador afirma que o Brasil não deveria “escolher um lado” entre China e EUA. A pergunta é válida: por que se alinhar automaticamente a qualquer potência, se o país pode defender interesses próprios, indústria nacional e autonomia tecnológica?

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Flávio citou o potencial brasileiro em alimentos e energia como trunfo global. Mas transformar essa riqueza em poder de negociação exige o quê? Proteção ambiental, infraestrutura e benefícios distribuídos — ou exportação de recursos sem contrapartida?

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A promessa de atrair investimentos costuma soar bem. Só que investimento para quem e sob quais regras? Sem exigências de transferência de tecnologia, empregos de qualidade e respeito socioambiental, o Brasil corre o risco de continuar vendendo barato seu potencial.

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Ele também disse que uma derrota de Lula faria os investimentos “choverem”. Em política econômica, porém, investidores olham previsibilidade, instituições, qualificação profissional e estabilidade. Trocar um presidente, por si só, resolve essas variáveis?

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No mesmo debate externo, aliados divulgaram carta de eurodeputados pedindo atenção da União Europeia ao processo eleitoral e à atuação de Alexandre de Moraes. Cobrar transparência é legítimo — mas internacionalizar disputas internas fortalece a democracia ou amplia ruído político?

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O Brasil pode negociar com China, EUA, Europa e vizinhos sem submissão nem isolamento. A questão que deveria guiar a eleição é mais concreta: qual projeto transforma acordos internacionais em renda, inovação e direitos para a maioria da população?

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