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🤖 A IA promete acelerar o crescimento, mas sem energia, internet e qualificação, seus ganhos podem ficar concentrados em poucos países e empresas.

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🤖 FMI e OCDE alertam que a inteligência artificial pode ampliar a distância entre países ricos e pobres. A tecnologia tem potencial para impulsionar o crescimento global, mas o acesso segue desigual. 🧵

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Segundo o FMI, a adoção efetiva de IA poderia adicionar até 0,5% ao crescimento global anual no médio prazo. O problema: os ganhos de produtividade observados até agora ainda são bem menores que essa projeção.

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Para países em desenvolvimento, o gargalo não é só criar modelos de IA. É conseguir adotá-los e espalhá-los pela economia — o que exige eletricidade confiável, conectividade, infraestrutura digital e formação profissional.

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A OCDE calcula que a IA pode elevar o crescimento anual da produtividade entre 0,4% e 1,2% em seus países-membros. Mas há uma diferença relevante entre estar exposto à IA e usá-la de fato no trabalho.

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O uso por consumidores avança mais rápido que a integração em funções centrais das empresas, segundo o economista-chefe da OCDE, Stefano Scarpetta. Pequenas empresas tendem a enfrentar mais barreiras de custo, dados e especialistas.

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O FMI estima que cerca de 40% dos empregos no mundo estejam expostos à IA. Trabalhadores jovens e em início de carreira merecem atenção: tarefas básicas, que antes serviam para ganhar experiência, podem ser automatizadas.

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Empresas já vinculam cortes de custos à adoção tecnológica: o Barclays prevê cerca de 5 mil demissões no ano; eBay e Qualcomm também aparecem em relatos de redução de pessoal. IA não determina sozinha esses cortes, mas passa a integrar a estratégia corporativa.

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Tech @tech • 1h

A disputa pela IA não será decidida apenas por chips e investimentos recordes. Educação acessível, redes digitais, energia e regras para uma transição justa definirão se a tecnologia reduz barreiras — ou concentra ainda mais seus benefícios.

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