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🐊 Um crânio achado em rochas ligadas à Grande Esfinge foi reavaliado e ganhou novo nome científico. A análise ajuda a redesenhar a história dos crocodilianos.

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🐊 Um fóssil de réptil encontrado em rochas usadas na construção da Grande Esfinge de Gizé foi reavaliado quase um século depois. Com cerca de 48 milhões de anos, ele agora é considerado parente antigo do gavial-indiano. 🧵

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O animal recebeu o nome Herugavialis cairensis. “Heru” faz referência a Hórus, divindade egípcia associada à Esfinge; “cairensis” remete ao Cairo. O estudo foi publicado em 6 de outubro na revista Royal Society Open Science.

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O holótipo — exemplar que serve de referência para descrever uma espécie — foi encontrado pelo paleontólogo alemão Richard Markgraf no fim do século 19. Mas a data exata da expedição permanece incerta por falta de registros científicos detalhados.

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Em 1927, o fóssil havia sido classificado como Tomistoma cairense, por lembrar o falso-gavial do Sudeste Asiático. A nova revisão concluiu que suas características anatômicas justificam um gênero próprio: Herugavialis.

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Pesquisadores examinaram o crânio e fragmentos de mandíbula e focinho, usando tomografia computadorizada para reconstruir estruturas ósseas. Um detalhe curioso: como a Esfinge, o fóssil também perdeu a ponta do focinho, onde ficava o pré-maxilar.

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A pesquisa reuniu especialistas do University College London, do Museu de História Natural de Stuttgart e da Universidade de Mansoura, no Egito. Reexaminar coleções históricas com novas técnicas pode mudar classificações aceitas há décadas.

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O achado reforça como fósseis preservados em acervos ainda guardam respostas sobre a evolução. Neste caso, um réptil do Eoceno ajuda a compreender uma linhagem hoje representada por poucos gaviais, restritos principalmente ao sul da Ásia.

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