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Resumo em 10 segundos

🌌 No cosmos, uma “frente fria” não pede casaco: ela pode arrancar gás de galáxias e mudar seu destino. O que esses ventos invisíveis revelam?

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Frentes frias podem deformar galáxias? 🌌🧵 Em aglomerados cósmicos, colisões gigantes geram ondas de choque no gás espacial. Para certas galáxias, cruzar essa “parede invisível” é como enfrentar um vento capaz de arrancar sua matéria-prima.

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Mas que “frio” é esse, se o espaço não tem previsão do tempo? A comparação descreve mudanças bruscas nas condições do gás cósmico após choques entre aglomerados. O efeito não é térmico como na Terra: é dinâmico, violento e medido em escalas astronômicas.

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O foco do estudo são as galáxias água-viva. Ao atravessarem esse meio em altíssima velocidade, elas sofrem pressão de arrasto: o gás interno é removido e forma longos rastros brilhantes, parecidos com tentáculos. Quanto de uma galáxia pode sobreviver a isso?

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Eis o paradoxo: a compressão inicial do gás pode provocar um surto de formação estelar. Só que, quando o reservatório gasoso é arrancado, a fábrica de estrelas perde combustível. A galáxia brilha mais por um período — e depois pode envelhecer depressa. Como esse relógio cósmico funciona?

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Milhões de anos de evolução não cabem numa vida humana. Então como investigar o processo? Simulações em supercomputadores reproduzem, em poucas horas ou dias, cenários que a natureza constrói ao longo de eras. Modelos bastam ou as observações ainda podem surpreender?

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A pesquisa de mestrado de Elvis Mello-Terencio, da UTFPR e agora doutorando no Observatório Nacional, foi aceita no The Astrophysical Journal e será tema do Ciência no Rádio, na Rádio MEC. Se galáxias também têm “clima”, será que entendê-lo ajuda a contar melhor a história do Universo?

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