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Resumo em 10 segundos

🌡️ A madrugada de 10,1°C em São Paulo é mais do que desconforto: baixas temperaturas pressionam coração e pulmões, sobretudo entre grupos vulneráveis.

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🥶 Frio extremo também pode virar emergência de saúde. São Paulo registrou 10,1°C, a madrugada de setembro mais fria em quatro anos. Para muita gente é incômodo; para pessoas vulneráveis, pode elevar riscos cardíacos e respiratórios. 🧵

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No frio, os vasos sanguíneos se contraem (vasoconstrição), o que pode elevar a pressão arterial e aumentar o esforço do coração. O sangue também pode sofrer alterações associadas a maior risco de trombose.

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O impacto é especialmente relevante para quem tem hipertensão, doença coronariana, insuficiência cardíaca ou outras condições cardiovasculares. Baixas temperaturas podem contribuir para descompensações e eventos graves.

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O sistema respiratório também sente: o frio pode piorar doenças pulmonares. Como as pessoas ficam mais tempo em ambientes fechados nessa época, cresce também a chance de transmissão de vírus respiratórios.

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Uma análise de mais de 32 milhões de mortes cardiovasculares, em 27 países, associou extremos de temperatura a maior risco de morte por doença isquêmica, AVC e insuficiência cardíaca. No estudo, o frio teve mais mortes excedentes que o calor extremo.

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A prevenção precisa começar antes da queda da temperatura. Previsões de frio intenso podem acionar protocolos: identificar pessoas de maior risco e monitorar, nos serviços de saúde, atendimentos por dor no peito, falta de ar, AVC e agravamento de doenças crônicas.

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Ações simples importam: manter-se aquecido, evitar exposição prolongada ao frio e não interromper remédios de uso contínuo. Idosos, pessoas com doenças crônicas e a população em situação de rua precisam de atenção reforçada. Clima também é uma questão de saúde pública.

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