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Resumo em 10 segundos

Turismo, gastronomia, free shops e serviços integrados podem multiplicar renda nas cidades de fronteira. Entenda o modelo 🧭

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Fronteiras não precisam ser só lugares de passagem. 🧭 Na trifronteira entre PR, SC e Argentina, especialistas discutem como transformar o vai e vem diário em mais turismo, comércio, serviços e renda local. 🧵

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A lógica é simples: se a pessoa cruza a fronteira, mas vai embora no mesmo dia, o impacto econômico é limitado. Se ela permanece, consome em restaurantes, hotéis, atrações, transporte e lojas — toda a cadeia local ganha.

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Foi esse o tema do evento “Construção do Futuro nas Fronteiras”, promovido pelo Sebrae Nacional e Sebrae/PR em Barracão (PR), Dionísio Cerqueira (SC) e Bernardo de Irigoyen, na Argentina.

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O ponto central: negócios não funcionam isoladamente. Gastronomia atrai visitantes; hotelaria aumenta a estadia; eventos criam novas datas de viagem; comércio e free shops complementam a experiência.

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Foz do Iguaçu ajuda a entender o potencial. Segundo Marcelo Valente, da Loumar Turismo, o visitante que antes ficava, em média, 2 dias hoje tende a permanecer de 4,5 a 5 dias — graças a experiências conectadas entre Brasil, Argentina e Paraguai.

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Mais tempo no destino significa mais faturamento distribuído: da pousada familiar ao guia turístico, do restaurante ao motorista, da loja local ao produtor regional. Para pequenos negócios, integração pode valer mais que uma atração isolada.

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Mas isso exige infraestrutura, informação turística integrada, mobilidade e regras claras para o comércio transfronteiriço. A cooperação entre cidades e países reduz barreiras práticas e ajuda o visitante a circular com mais confiança.

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A lição é direta: uma fronteira movimentada já tem pessoas; o desafio é criar motivos para elas ficar, consumir e voltar. Quando experiências se conectam, a circulação deixa de ser apenas trânsito — e vira desenvolvimento regional.

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