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Após cinco anos de revisão, a fundação cortou a exposição a investimentos ilíquidos com baixa perspectiva de retorno. 📉🧵

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A Fundiágua reduziu de 6,14% para 1,59% a fatia de ativos ilíquidos problemáticos em sua carteira desde junho de 2021. A limpeza envolve aplicações com perdas, processos judiciais e baixa chance de retorno. 📉🧵

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Segundo Rodrigo Araújo, diretor de Investimentos, a carteira herdada reunia FIPs fracassados, CDBs de bancos falidos, créditos securitizados, debêntures, imóveis recebidos em garantia e participações em projetos diversos.

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O patrimônio da Fundiágua deve alcançar R$ 1,1 bilhão até o fim do ano. Nesse contexto, reduzir ativos que imobilizam recursos e ainda geram custos administrativos é central para a proteção dos participantes dos planos.

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O primeiro passo foi mapear cada posição: valor investido, valor contábil, razões para provisões e decisões já tomadas. Araújo define o trabalho como uma espécie de “investigação interna” sobre a carteira.

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Havia casos de investimentos judicializados, documentos dispersos e garantias incapazes de cobrir as perdas. “Os investimentos foram malfeitos e as garantias eram piores que os próprios investimentos”, afirmou Araújo.

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Em paralelo aos desinvestimentos, a fundação reforçou as áreas jurídica, de compliance e de risco. Também revisou normas e processos para investir e sair de posições com controles mais claros.

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Entre os ativos estavam o FIP Multiner, ligado à Multiner S.A., além de fundos imobiliários, créditos securitizados e multimercados provisionados. Para Angelo Lima, eram posições sem rentabilidade que continuavam consumindo recursos.

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O caso evidencia um ponto básico da gestão previdenciária: governança, documentação e análise de garantias não são burocracia. São mecanismos para preservar a poupança de longo prazo de quem depende desses planos.

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