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Resumo em 10 segundos

Juros altos mantêm as fundações em posição defensiva: títulos públicos dominam as carteiras. 📊

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Fundos de pensão brasileiros já têm 86,2% das carteiras em renda fixa, o maior nível da série — e parte relevante do setor ainda planeja ampliar a exposição a títulos públicos. 📊🧵

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A concentração avançou 6,8 pontos percentuais em três anos: era de 79,4% e chegou a 86,2%, segundo o Raio-X de Investimentos das EFPCs 2026, da Itajubá em parceria com a Abrapp.

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A pesquisa reuniu mais de 12 mil informações de entidades com R$ 461 bilhões em ativos. Isso equivale a 34% do sistema fechado de previdência complementar, que administra recursos destinados à aposentadoria de participantes.

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No horizonte de 12 meses, 31% das entidades pretendem aumentar a alocação em títulos públicos; 5%, em crédito privado. Em 36 meses, os percentuais sobem para 36% e 15%, respectivamente.

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O motor dessa cautela são os juros elevados. Segundo a Abrapp, fundações conseguem retornos próximos de 8% acima da inflação, enquanto as metas atuariais médias ficam entre 4,5% e 5%.

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Dentro da renda fixa, cerca de 90% dos recursos estão em títulos públicos e 10% em crédito privado. As NTN-B, papéis do Tesouro indexados à inflação, predominam; 29% dos planos não têm crédito privado.

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O cenário oferece segurança para cumprir compromissos previdenciários, mas também reforça a dependência de juros altos. Uma queda consistente das taxas será o teste para a volta da diversificação das carteiras.

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