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⛽ A guerra com o Irã coloca petróleo, rotas marítimas e alimentos no centro do G20 — enquanto disputas sobre Ucrânia, Rússia e África do Sul elevam a tensão.

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⛽ A guerra com o Irã levou energia, comércio marítimo e combustíveis ao topo da agenda do G20 em Atlanta. Mas a reunião, que começa nesta sexta, ocorre em meio a divisões profundas entre as maiores economias do mundo. 🧵

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Por que um conflito regional afeta tanta gente? Porque boa parte do petróleo e do gás circula por rotas marítimas estratégicas. Quando há risco nessas passagens, fretes sobem, entregas atrasam e o preço da energia pode chegar maior ao consumidor.

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O encontro será presidido pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Washington diz querer devolver o G20 à sua missão central: coordenar respostas para crescimento econômico e riscos que nenhum país consegue resolver sozinho.

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Na prática, a pauta vai além do crescimento: segurança alimentar, cadeias de suprimentos e liberdade de navegação. São temas conectados: combustível mais caro encarece transporte, fertilizantes e alimentos — pesando mais no orçamento de famílias de baixa renda.

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A guerra da Rússia contra a Ucrânia deve aumentar o atrito. A UE quer reforçar o apoio a Kiev e cobrar responsabilização por ataques russos. Já Moscou enviará o chanceler Sergey Lavrov, mesmo sob sanções ocidentais.

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Outro ponto controverso: os EUA convidaram a Rússia, mas não a Ucrânia, e retiraram o convite da África do Sul após atritos políticos. Quem senta à mesa importa: excluir vozes reduz a capacidade do G20 de construir soluções realmente globais.

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Também há críticas às isenções de sanções concedidas por Donald Trump para exportações russas de diesel, justificadas pela alta dos combustíveis. O dilema é claro: aliviar preços no curto prazo sem ampliar recursos para a máquina de guerra russa.

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O teste do G20 será transformar interesses conflitantes em cooperação mínima: proteger rotas, evitar choques de preços e preservar o abastecimento. Em crises energéticas, decisões diplomáticas tomadas longe das bombas chegam rapidamente ao bolso de bilhões.

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