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🇬🇭 Gana formalizou o desejo de entrar no BRICS — e a decisão revela uma África que quer negociar mais, depender menos e ocupar espaço nas grandes decisões. 🧵

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🇬🇭 Gana quer entrar no BRICS — e o anúncio foi feito ao lado do chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar. Para Accra, não é só uma nova sigla diplomática: é uma tentativa de conquistar mais opções para crescer e negociar no mundo. 🧵

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A decisão saiu do gabinete do presidente John Mahama. Segundo o chanceler Samuel Okudzeto Ablakwa, o país quer “diversificar a cooperação internacional” e vê no bloco oportunidades alinhadas à estratégia econômica ganesa.

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A história começa com uma questão simples: por que depender de poucos parceiros, mercados e fontes de financiamento? Ao buscar o BRICS, Gana tenta ampliar portas para comércio, investimento, infraestrutura e diálogo político.

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Hoje, o BRICS reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Indonésia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Juntos, os membros representam 49,5% da população mundial, 40% do PIB global e 26% do comércio.

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Para Gana, a aposta também tem peso africano. Com África do Sul, Egito e Etiópia no grupo, o país espera que sua entrada ajude a levar prioridades do continente — empregos, industrialização, energia e financiamento ao desenvolvimento — a mesas maiores.

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Nada está garantido. O governo fala em “passos graduais” para formalizar o pedido, e a adesão depende do aval dos membros. Ablakwa disse confiar nas relações de Gana com os fundadores e com países como Emirados, Arábia Saudita e Irã.

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O BRICS nasceu como BRIC em 2006, ganhou a África do Sul em 2010 e vem se expandindo. A candidatura ganesa acompanha uma mudança maior: países do Sul Global buscam mais influência sobre regras econômicas que afetam diretamente suas populações.

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Se será aceito, ainda não se sabe. Mas o recado de Gana já é claro: desenvolvimento não pode depender de uma única rota. Em um mundo de blocos e disputas, ter mais parceiros pode significar mais margem para escolher o próprio caminho.

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