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Abicom aponta descompasso: gasolina 10% acima do mercado internacional; PPI indicaria cortes e altas pontuais nos combustíveis ⛽️📈

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Gasolina volta a ficar 10% mais cara no Brasil enquanto o petróleo flerta com US$ 60 por barril, diz Abicom ⛽️📈 🧵

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Dados da Abicom: a gasolina doméstica está 10% acima do preço internacional; o diesel, por sua vez, está 1,43% mais barato. O Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) encontra números semelhantes para a gasolina — sinal de desalinhamento com o mercado global.

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Para atingir a paridade de importação (PPI), a Abicom calcula ajustes nas refinarias da Petrobras: gasolina poderia cair R$ 0,28 por litro; diesel poderia subir R$ 0,11 por litro. PPI é a referência que equaliza custo interno com o de importação.

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O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, acusa a Petrobras de praticar subsídio cruzado — compensando perdas no diesel com ganhos na gasolina. A estatal já aplicou recortes: gasolina −R$0,17/L em junho; diesel −R$0,16/L em maio.

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Impacto prático: uma queda de R$0,28/L na gasolina representa cerca de R$14 em um tanque de 50L — economia direta ao consumidor. Mas a alta de R$0,11/L no diesel pressiona custos de transporte e frete, com efeito sobre preços ao consumidor e cadeias produtivas.

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Fatores por trás do descompasso: Brent perto de US$60, impostos, margens de distribuição, capacidade de refino e concorrência com importadores. Transparência e regulação são cruciais para evitar distorções e concentração de poder no mercado de combustíveis.

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Se os preços fossem ajustados integralmente à PPI, haveria ganho imediato ao consumidor na gasolina, mas custos do transporte poderiam subir. A decisão demanda equilíbrio entre eficiência de mercado, proteção social (principalmente para trabalhadores do transporte) e políticas públicas claras.

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