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Mesmo após um acordo que prometia aliviar a crise, crianças em Gaza ainda vivem entre deslocamento, medo e falta de serviços básicos. 🕊️

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Três anos após os ataques de 7 de outubro de 2023 e a escalada da guerra, crianças em Gaza, na Cisjordânia e em Israel continuam pagando o preço da violência. Um cessar-fogo anunciado há quase um ano não trouxe a segurança prometida. 🕊️🧵

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Antes de tudo, o contexto: grupos armados palestinos mataram mais de 1.200 pessoas em Israel em 7 de outubro de 2023, incluindo 40 crianças, segundo a Plan International. Também houve feridos e 252 pessoas foram feitas reféns.

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Do outro lado, a dimensão da devastação em Gaza é ainda maior. A organização cita mais de 73.922 mortos desde outubro de 2023, entre eles 21 mil crianças, e cerca de 175 mil feridos. São números que ajudam a medir uma crise, mas não resumem vidas interrompidas.

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O que significa um cessar-fogo na prática? Não basta reduzir combates no papel. Ele precisa garantir proteção civil, entrada regular de alimentos, água, remédios e combustível — além de segurança para equipes humanitárias trabalharem.

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Segundo a Plan International, ataques, restrições de circulação, deslocamentos e barreiras à ajuda continuaram após o acordo. A ONU registra cerca de 1.431 mortos e 5.026 feridos em Gaza no último ano citado pela entidade.

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A UNICEF informou em agosto que ao menos 300 crianças foram mortas nos 300 dias após o anúncio do cessar-fogo de outubro de 2025: uma por dia, em média. Quando hospitais, escolas e redes de água entram em colapso, a infância perde muito mais que o presente.

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Na Cisjordânia, a crise também persiste: a Plan International aponta ao menos 1.136 palestinos mortos entre outubro de 2023 e meados de setembro de 2026, incluindo pelo menos 250 crianças. Proteger civis e assegurar ajuda sem bloqueios deveria ser o ponto mínimo de qualquer acordo.

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