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Resumo em 10 segundos

Da economia em ruínas em Gaza aos discursos que dividiram a ONU: uma semana em Nova York expôs o abismo entre promessas e ação. 🌍🧵

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Gaza chegou à semana de alto nível da ONU não só como uma crise no noticiário, mas em números difíceis de imaginar: 92% dos estabelecimentos econômicos danificados ou destruídos, segundo a UNCTAD. 🌍🧵

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Após quase três anos de guerra, somados a quase duas décadas de bloqueio, o desemprego em Gaza teria alcançado 78%. O PIB por pessoa caiu para US$ 212 em 2025 — apenas 17% do nível anterior, informa a agência da ONU.

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A terra também virou retrato da destruição: menos de 1,5% das áreas agrícolas de Gaza estaria ao mesmo tempo acessível e sem danos. A UNCTAD estima uma reconstrução de ao menos US$ 71,5 bilhões.

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Em Nova York, mil pessoas se reuniram na Riverside Church, a convite da África do Sul. Era um lugar carregado de memória: Martin Luther King Jr. discursou ali em 1967; Mandela agradeceu, anos depois, a solidariedade internacional contra o apartheid.

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No encontro, o chanceler sul-africano Ronald Lamola defendeu que solidariedade precisa virar ação concreta. O contraste veio no plenário: Donald Trump atacou o Tribunal Penal Internacional e pediu que seus 125 membros deixassem a Corte.

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O governo Trump já havia aplicado sanções financeiras e restrições de visto a autoridades do TPI. A campanha, segundo o próprio Trump, busca proteger Benjamin Netanyahu, alvo de mandado de prisão emitido pela Corte em 2024 por alegações de crimes em Gaza.

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Quando Netanyahu falou na ONU, dezenas de delegados deixaram o salão. Do lado de fora, manifestantes bloquearam ruas contra o fornecimento de armas dos EUA a Israel; ao menos 30 pessoas foram presas, segundo o briefing.

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A semana terminou com uma pergunta que nenhum discurso resolve sozinho: de que servem as regras internacionais se instituições encarregadas de aplicá-las podem ser pressionadas quando suas decisões atingem os mais poderosos?

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