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🧬 Testes em animais foram impressionantes, mas os estudos clínicos derrubaram a aposta. O caso mostra por que resultados de laboratório não bastam.

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🧬 O GDF-15 chegou a ser apontado como um possível novo tratamento contra a obesidade: em camundongos, reduziu até 23% do peso em seis semanas, com perda de gordura e maior gasto energético. Em humanos, porém, a promessa não se confirmou. 🧵

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Peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos que podem atuar como sinais químicos no organismo. O GDF-15 é produzido em situações de estresse, como infecções e doenças, e age em circuitos cerebrais ligados à saciedade.

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A hipótese era atraente: ativar essa via para diminuir a fome, preservar massa magra e evitar a queda do gasto calórico comum no emagrecimento — além de contornar náusea e vômito associados a medicamentos como semaglutida.

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Nos animais, o resultado animou a indústria. Eli Lilly, Novartis, Novo Nordisk, Janssen e Pfizer desenvolveram versões do composto. Estudos também indicaram efeito de perda de peso em macacos. Mas a etapa decisiva são os ensaios clínicos.

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Com a molécula da Lilly, a perda de peso foi de cerca de 3% a mais que o placebo após 12 semanas. Houve redução de fome e ingestão alimentar, mas doses altas vieram acompanhadas de náuseas e vômitos.

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O candidato da Novartis teve desempenho semelhante: em 126 pessoas com obesidade, a diferença máxima foi inferior a 2 kg versus placebo após 16 semanas. Náusea afetou 71% dos participantes e vômito, 40%.

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Diante dos dados, os programas para emagrecimento foram abandonados. Agora, pesquisadores estudam bloquear a via do GDF-15 para evitar perda de peso involuntária em doenças graves. A lição é direta: resultado promissor em animais não garante eficácia nem segurança em pessoas.

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