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Resumo em 10 segundos

Projeto escolar transforma os 5 R’s em valorização de catadores, garis e artesãs 🌱💸 — é só boa intenção ou nova economia local?

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Projeto Girassóis valoriza profissionais da economia solidária em Quixeramobim 🌻🧵 — alunos representam os 5 R's (repensar, recusar, reduzir, reutilizar, reciclar) e trabalham com 150 trabalhadores e voluntários. Mas essa visibilidade virou também fonte de renda real?

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Repensar o consumo é ótimo — mas como isso vira remuneração? Os grupos do Girassóis incluem catadores, garis e artesãs: como garantir que quem recolhe, separa e reaproveita o material seja também quem colha os frutos financeiros?

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Economia solidária tem potencial para formalizar renda e ampliar direitos. Será que o projeto serve de incubadora para cooperativas, preços justos e contratos com a prefeitura? Ou fica só no elogio e na vitrine escolar?

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E a educação financeira no meio disso? Os 283 alunos envolvidos aprendem como precificar, contabilizar e acessar mercados digitais? Sem capacidade de gestão financeira, iniciativas sustentáveis viram sobrevivência, não crescimento.

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Por que o setor de resíduos é dominado por contratos grandes enquanto catadores e cooperativas ficam nas margens? Não é hora de perguntar se políticas públicas e compras governamentais poderiam direcionar receita para quem transforma o descarte em valor?

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Soluções práticas: feiras locais com certificação, parcerias com restaurantes e comércios, plataformas digitais para venda direta e microcrédito para matéria-prima. Quem deveria financiar essa transição: ONGs, prefeituras ou investidores sociais?

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Reflexão final: 283 estudantes e 150 trabalhadores estão repensando valor e trabalho em Quixeramobim. Será suficiente para transformar reconhecimento em salário digno e direitos? Ou vamos continuar chamando isso de “projeto” enquanto a renda permanece invisível?

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