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Resumo em 10 segundos

📈 O banco vê espaço para o Ibovespa avançar após o 2º turno — mas a chave não é só a eleição: passa por juros, fiscal e lucro das empresas. 🧵

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📈 Goldman Sachs mantém alvo de 215 mil pontos para o Ibovespa após o 2º turno — e vê 225 mil em um cenário mais otimista. O ponto central: o mercado quer sinais concretos de uma política fiscal crível e juros menores. 🧵

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Primeiro, o contexto: desde a votação de 4 de outubro, o Ibovespa avançou cerca de 8%. Já o ETF EWZ, que reúne ações brasileiras em Nova York, subiu quase 15% em dólar. Mas não é só “euforia eleitoral”.

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Segundo o Goldman, cerca de 85% da alta do Ibovespa veio da queda dos juros de longo prazo. Em termos simples: quando o retorno exigido pelos investidores cai, ações tendem a ficar mais atraentes — sobretudo as ligadas à economia brasileira.

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Por que os juros importam tanto? Eles definem o custo de crédito para famílias e empresas. Taxas menores podem aliviar financiamento, incentivar consumo e investimento e elevar a expectativa de lucro das companhias. Não é automático, mas é a lógica do mercado.

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No cenário-base, o banco calcula 215 mil pontos com lucro por ação crescendo 30% em 2026 e 5% em 2027. Se os juros de 10 anos recuarem mais 1 a 1,2 ponto percentual, a projeção sobe para 225 mil pontos.

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Quais ações entram no radar? Setor financeiro, mercado de capitais, construção civil, empresas cíclicas domésticas e small caps — companhias menores, geralmente mais dependentes de crédito e do ritmo da economia local.

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Mas há um filtro importante: small caps e ações sensíveis a juros já subiram entre 15% e 25% desde o 1º turno. E empresas muito endividadas seguem vulneráveis se a atividade enfraquecer. Juros menores ajudam, mas balanço saudável continua sendo decisivo.

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A leitura final: a Bolsa pode ganhar fôlego se promessas virarem regras fiscais claras, previsíveis e sustentáveis. Metas de índice chamam atenção, mas o que sustenta valor no longo prazo é produtividade, investimento e confiança nas contas públicas.

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