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Governo avalia medidas sem aval do Congresso para cobrir ~R$46 bi em dois anos. Veja números, opções e riscos ⚖️🧾

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Após derrota, governo avalia aumento do IOF e corte de emendas para conter impacto de cerca de R$ 46 bi em dois anos ⚠️🧵 Medidas em discussão incluem instrumentos que não exigem aval do Congresso — como já ocorreu com alterações no IOF.

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O impacto esperado: cerca de R$ 15 bilhões neste ano e R$ 30 bilhões no próximo — valores já considerados no Orçamento de 2025 e na proposta para 2026. Esses recursos eram parte do plano fiscal original da equipe econômica.

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Uma opção provável é aumentar o volume de despesas congeladas. Hoje há R$ 12,1 bilhões bloqueados; no limite, o contingenciamento poderia chegar a R$ 27 bilhões, incluindo R$ 4,3 bi adicionais e perda de receitas estimada em R$ 10,6 bi.

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A diferença política: medidas como alterar o IOF podem ser tomadas pelo Executivo; cortar emendas ou mudar regras orçamentárias costuma exigir negociação no Congresso. Aliados do ministro Fernando Haddad dizem haver alternativas, mas admitem cenário complicado.

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As escolhas envolvem trade-offs: aumentar tributos de forma imediata (IOF) tem impacto sobre consumo e crédito; ampliar bloqueios e cortes pode afetar saúde, educação e programas sociais. Há alternativas estruturais — revisar renúncias fiscais, taxação mais progressiva — que exigem debate.

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Além do efeito fiscal, as medidas influenciam a confiança dos mercados e a percepção sobre sustentabilidade das contas públicas. Transparência, critérios técnicos e garantia de proteção a políticas essenciais e trabalhadores são elementos centrais nessa decisão.

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Dados para dimensionar: R$ 46 bilhões em dois anos equivalem a quase quatro vezes os R$ 12,1 bilhões atualmente bloqueados. A definição das medidas daqui para frente vai determinar quais políticas serão preservadas e quais sofrerão cortes.

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