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Resumo em 10 segundos

🚌 Quem cruza municípios para trabalhar ou estudar enfrenta espera, veículos cheios e trajetos longos. A tarifa de Florianópolis é a mais cara entre as capitais em 2026.

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Tarifa alta, ônibus lotado e até 4 horas por dia em deslocamento: esta é a rotina de milhares de pessoas que dependem do transporte coletivo na Grande Florianópolis. 🚌🧵

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Em Florianópolis, a passagem custa R$ 7,70 no PIX e R$ 6,20 no Cartão Cidadão — a tarifa mais cara entre as capitais brasileiras em 2026, segundo a reportagem do ND Mais.

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O custo, porém, não vem acompanhado da qualidade esperada pelos passageiros. As queixas incluem lotação nos horários de pico, demora, calor, trajetos longos e diferenças na frota disponível entre os municípios da região.

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A estudante Julia Luciana da Silva, 27, mora em Palhoça e estuda na UFSC. Para ir e voltar, ela pega quatro ônibus por dia: dois em cada sentido.

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Mesmo morando em uma área de Palhoça próxima à capital, Julia relata pouca oferta de horários perto de casa. Ela caminha de 10 a 15 minutos para pegar o primeiro ônibus até o Ticen e, de lá, segue para a universidade.

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Com desconto estudantil previsto em norma municipal, Julia calcula gastar cerca de R$ 170 mensais em passagens. O maior peso, porém, é o tempo: são, em média, 4 horas diárias dentro dos ônibus.

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Em veículos cheios e muitas vezes em pé, estudar no caminho vira exceção. Tempo que poderia ser destinado à formação, ao estágio ou ao descanso é consumido pela falta de integração e frequência adequadas.

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Mobilidade não é só chegar ao destino: é ter previsibilidade, conforto e tempo para viver. Para uma região metropolitana que depende de deslocamentos diários, integração entre municípios e qualidade do serviço são pontos centrais.

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