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Resumo em 10 segundos

A despedida de um dos grandes nomes da infectologia brasileira relembra por que vacina, ciência e acesso à saúde caminham juntos. 💉🕊️

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A infectologia brasileira se despede de Guido Levi, aos 84 anos. 💉🕊️ Médico, professor e membro fundador da SBIm, ele ajudou a transformar a vacinação em conhecimento acessível — e em proteção concreta para milhares de pessoas. 🧵

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Levi se formou em Medicina pela PUC de Sorocaba, fez doutorado na Unicamp e atuou quando doenças infecciosas e parasitárias estavam entre os maiores desafios da saúde pública no Brasil.

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Foi na residência, no Hospital do Servidor Público Estadual, que sua paixão pelas vacinas ganhou direção. Ele observou a redução de internações em comunidades da Serra do Mar sem saneamento básico: prevenir fazia diferença real na vida das pessoas.

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A lição é didática: vacina não é só uma tecnologia de laboratório. Ela funciona melhor quando chega a todos, especialmente a quem enfrenta maior risco por falta de saneamento, moradia adequada ou acesso regular aos serviços de saúde.

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Por cerca de 40 anos, Guido Levi trabalhou no HSPE e chefiou a área de Diagnóstico e Terapêutica das Moléstias Infecciosas. Também dirigiu tecnicamente o Instituto de Infectologia Emílio Ribas entre 1995 e 2001.

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Sua atuação foi além dos hospitais: presidiu o Cremesp, participou de comitês de imunização do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde de São Paulo e ocupou a vice-presidência da SBIm. Ciência também exige diálogo, ética e políticas públicas.

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Levi ainda escreveu artigos, livros científicos e obras para o grande público, como “História das imunizações” e “De crianças e vacinas”. Traduzir evidências em linguagem clara é parte essencial do combate à desinformação.

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Seu legado ajuda a resumir uma ideia poderosa: cada dose aplicada carrega décadas de pesquisa, trabalho de equipes de saúde e o compromisso de que prevenção não deve ser privilégio. Guido Levi deixa essa lição viva.

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